Entenda como a Geração Z está transformando o mercado de trabalho

Se você faz parte do mundo corporativo, com certeza já ouviu falar sobre a geração Z. A letra Z vem do termo zapear, fazendo referência ao comportamento de zapear constantemente entre os diversos dispositivos eletrônicos e meios de comunicação, tais como a televisão, o videogame, a internet e os smartphones.  

Carinhosamente chamados de “nativos da internet”, essa geração possui algumas características bastante semelhantes às da geração Y, que já vem sendo um grande desafio de adaptação para os gestores empresariais. Porém, seu ingresso no mercado de trabalho trará uma revolução ainda maior. 

Pensando nisso, hoje resolvi falar sobre esses jovens profissionais que já chegaram chegando e trazer algumas dicas de como lidar com eles. Confira!

O que é geração Z?

A geração Z é composta por pessoas nascidas entre o final da década de 90 até 2010. Surgiu em um período de avançado desenvolvimento tecnológico, além do acesso fácil e rápido às informações.

Os jovens dessa geração estão super conectados, são ágeis e dinâmicos, características herdadas de um momento de mudanças rápidas e constantes devido à ascensão da internet e da globalização.

Eles prezam por ambientes de trabalho agradáveis e flexíveis, além de dinâmicos e desafiadores. Logo, a ideia de construir uma carreira trabalhando por anos a fio em uma mesma empresa, desenvolvendo a mesma função, parece absurda e quase tediosa para esses profissionais.

Imediatistas e preocupados com questões políticas e ambientais, querem a liberdade de opinar e questionar o trabalho que executam e, acima de tudo, se dedicar a uma causa em que acreditem.

O que muda com a sua chegada?

Se a geração Y (1980-1995) já anunciava uma certa insubordinação à hierarquia e um desejo maior de realização pessoal, a Z chega com um comportamento ainda mais questionador e seletivo.

A possibilidade de poder administrar o próprio tempo entre trabalho e vida pessoal é  bastante almejada por essa geração, que se preocupa mais com os meios (a experiência em si) do que com os fins. Logo, jornadas mais flexíveis e home office se tornarão cada vez mais comuns no mundo corporativo. 

Por serem mais questionadores, existe uma certa resistência em aceitar hierarquia e até mesmo críticas. A gente pode aguardar por mudanças significativas também nas relações dentro do ambiente de trabalho e a desburocratização dos processos de comunicação. 

Para essa geração, um ambiente agradável onde possam ter liberdade de expressão e ser reconhecidos como protagonistas do trabalho que desenvolvem é tão importante quanto um bom salário. 

Não preciso nem dizer o quão desafiador para os gestores essa turminha será, preciso?

Como lidar com a nova geração?

Por terem um comportamento bastante seletivo e buscarem mais a realização pessoal do que a estabilidade financeira, as empresas estão sendo cada vez mais desafiadas a investir em estratégias motivacionais para reter os jovens talentos.

A geração Z não acata facilmente hierarquia sem questionamentos. Da mesma forma que busca afirmar seus valores e identidade no desenvolvimento de suas funções, espera encontrar no líder alguém para admirar e se identificar. 

Nesse sentido, caberá aos gestores o desafio de conquistar o respeito desses profissionais, ainda emocionalmente imaturos, assumindo muitas vezes um papel mais de amigo e orientador do que de chefe. 

São também mais imediatistas e ávidos por mudanças e desafios, logo, existem grandes chances de que os gestores passem a estruturar mais projetos e metas de curto a médio prazo, promovendo uma experiência profissional mais dinâmica. 

Assim, o gestor terá um papel fundamental para o desenvolvimento e retenção desses jovens talentos, que apesar de ágeis e inovadores, são exigentes e superansiosos por mudanças. 

Agora que você já sabe o que é geração Z e como lidar com os desafios que ela traz, que tal assinar a newsletter para ficar totalmente por dentro de outros assuntos relacionados ao comportamento?

Rachel Jordan é especializada em Imagem, Comportamento e Protocolos Internacionais. Instrutora e palestrante, executa um trabalho estratégico e personalizado para empresas e pessoas que desejem melhorar sua imagem pessoal e profissional com o objetivo de se reposicionar na carreira ou se colocar de forma mais adequada nas diferentes situações do cotidiano.

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