A importância de desenvolver a empatia no ambiente de trabalho

A importância de desenvolver a empatia no ambiente de trabalho

Muito tem se falado sobre empatia, ou seja, a capacidade de se colocar no lugar do próximo antes de fazer qualquer tipo de julgamento. Desenvolver essa qualidade é fundamental para os mais variados contextos: ter empatia no ambiente de trabalho, por exemplo, contribui para o bom relacionamento entre a equipe e, consequentemente, para que a empresa tenha melhores resultados, uma vez que colaboradores estarão mais engajados e motivados. 

Pensando nisso, elaborei este texto para que você entenda mais sobre a importância de desenvolver a empatia em sua vida profissional e como ela pode contribuir para o dia a dia da organização. Boa leitura!

 

A importância de desenvolver a empatia no ambiente de trabalho

Afinal, o que é empatia?

A empatia deve ser entendida muito além dos contextos mais explícitos de uma empresa e da rotina dos colaboradores. Muitas vezes, por exemplo, você já deve ter se observado em alguma situação cuja mensagem final foi a seguinte: “Imagine se fosse você no lugar dessa pessoa?”.

No entanto, não pode haver confusão entre empatia e simpatia: a segunda é justamente aceitar a opinião das outras pessoas sem necessariamente tentar entender as suas emoções. Enquanto a primeira é compreender o mundo de acordo com a visão do próximo, o que é bem mais complexo à primeira vista.

Tornar-se uma pessoa empática demanda tempo e atenção sobre o modo como você se relaciona com as pessoas. Muito mais do que apenas entender o que o outro diz para você sobre aquele momento, é preciso despir-se de qualquer tipo de preconceito que possa vir a ter para ter uma compreensão realmente efetiva.

Como desenvolver a empatia?

Conforme abordei, é preciso que, antes de tudo, você realmente queira aplicar mudanças em seu dia a dia. Com isso, observe seus relacionamentos pessoais e profissionais. A partir disso, tenha as dicas a seguir em mente e aplique-as em sua rotina!

Tenha autoconhecimento

De nada adianta tentar adequar-se ao que o outro está passando para oferecer apoio e auxílio caso você não entenda o seu próprio momento. Além disso, é preciso que a doação ao outro indivíduo não seja tão intensa a ponto de você esquecer de si mesmo, pois tal atitude pode se tornar nociva. 

Se você estiver pensando apenas de acordo com a ótica das outras pessoas de seu círculo social, quando você será protagonista de suas próprias narrativas? 

No âmbito de uma empresa, isso pode prejudicar até mesmo no andamento do trabalho. Em minhas consultorias, já observei colaboradores que se importam tanto com os afazeres dos colegas (de uma maneira positiva e até mesmo altruísta) que acabam deixando de lado as suas próprias tarefas. É preciso ser sensível às situações das pessoas, mas sem deixar que elas dominem seu espaço de autoconhecimento e autoaperfeiçoamento, tudo bem? 

Observe bastante

Ao abordar a empatia, sempre ressalto alguns erros comuns que prejudicam o desenvolvimento dessas práticas no dia a dia das pessoas. Um deles é avaliar a realidade das pessoas a partir de suas próprias perspectivas.

Cada pessoa tem a sua própria vivência e as suas narrativas — ou seja, o modo como ela encara determinada situação será bem diferente do seu.  A partir disso, o mais correto a se fazer é observar bastante e entender os contextos. Empatia está diretamente ligada ao ato de sentir: quanto mais você se aproximar dos sentimentos, maiores se tornam as chances de ser empático.

Escute e dialogue

Para que a empatia seja desenvolvida de maneira mais efetiva, é preciso que a pessoa escute o que o outro tem a dizer sem ficar se preocupando excessivamente com o que vai responder. Já se pegou formulando a resposta mentalmente enquanto outra pessoa desabafa? Pois é: essas situações prejudicam a forma com que você lida com o sentimento do próximo e, consequentemente, a empatia se torna prejudicada.

É preciso ouvir atentamente para que as palavras certas surjam de forma natural. Novamente, é importante frisar que essa uma habilidade que precisa ser desenvolvida e que exige que você esteja despido de julgamentos e preconceitos. 

Preste atenção em sua linguagem corporal

Muitas pessoas se preocupam excessivamente com o que vão dizer e os conselhos que vão atribuir aos outros indivíduos. Deixam de lado a linguagem corporal, essencial para que o outro se sinta bem e possa criar empatia. Braços e pernas cruzadas, por exemplo, transmitem a ideia de resistência, fazendo com que a pessoa não tenha abertura para criar um laço de companheirismo, naquele momento. 

Além disso, é sempre interessante virar o corpo em direção a ela e balançar a cabeça em determinadas situações para demonstrar que está entendendo o que ela diz. Por fim, utilize expressões que demonstrem o quanto você está por dentro daquele contexto, como “imagino o que passou”.

Mas atenção: não caia no erro de tentar entender a situação utilizando exemplos seus para que a outra pessoa se sinta melhor a partir de suas narrativas. Conforme eu disse, cada um tem a sua realidade. Essa atitude pode provocar uma reação contrária e fazer com que o indivíduo se sinta pior do que realmente está.

Quais as vantagens de desenvolver a empatia no ambiente de trabalho?

Agora que você já entende o que é a empatia e como desenvolvê-la, é preciso saber mais sobre as vantagens de aplicá-la no ambiente de trabalho. Vem comigo!

Negócios mais eficientes

O bom clima organizacional é essencial para que uma equipe esteja mais engajada e produtiva. Colaboradores empáticos contribuem para que o ambiente seja mais positivo. Eles estimularão o entendimento e a compreensão da situação do próximo. Assim, os funcionários estarão mais motivados a exercerem suas funções, o que resulta em negócios mais eficientes e, por conseguinte, maior produtividade.

Além disso, é preciso destacar que isso contribui diretamente para a redução da taxa de turnover (rotatividade da equipe). Como consequências vantajosas, os gestores poderão observar uma transmissão maior de credibilidade para os clientes, retenção de capital intelectual e redução de custos. Lembre-se sempre disso! 

Redução dos níveis de stress

Ambientes não empáticos são consequentemente mais tensos, com discussões e intolerância por parte da equipe. Tudo isso resulta em um local de trabalho com altos níveis de estresse. Também em funcionários que, devido ao clima negativo, não exercem suas funções de modo adequado. 

Dessa forma, desenvolver empatia contribui para que haja uma redução de intrigas, ocasionando em uma leveza consideravelmente maior para a rotina. Pois é: mais um fator que contribui para a retenção de talentos! 

Equipe mais criativa

Destaco este tópico como consequência direta dos anteriores. O resultado de ter colaboradores mais motivados com suas funções é um time de pessoas mais criativas e inovadoras.

Por essa razão, também é possível estimulá-los a desenvolver novas ideias que vão resultar em processos mais otimizados. Em reuniões que terão análises para a tomada de decisões, por exemplo, convide alguém de sua equipe para que leve sugestões e planos para aplicar na rotina empresarial. 

Reserve um momento da reunião para que ele possa expor suas sugestões, práticas e críticas em relação ao atual contexto. Pode ter certeza que isso renderá bons diálogos e melhores soluções para oferecer aos clientes.

Melhor relacionamento entre os líderes e a equipe

Engana-se quem pensa que a empatia contribui apenas para o melhor relacionamento entre os membros da equipe. Um bom líder é aquele que consegue traçar estratégias efetivas para melhorar o relacionamento com seus funcionários. Isso contribui significativamente para que haja abertura entre eles, para que se desenvolvam profissionalmente.

Vamos a uma situação prática: um dos mais importantes colaboradores de sua equipe encontrou um curso que contribuirá para a sua rotina dentro da empresa. Isso afetará diretamente nos bons resultados de seu negócio. No entanto, não existe uma abertura eficiente (e sincera) para que ele vá até a sua sala e possa solicitar essa capacitação. O que acaba fazendo com que ele desista de realizá-la.

Nessa circunstância, a ausência de contato impediu com que o capital intelectual de sua equipe pudesse ser aprimorado. Nesse e em outros contextos, é imprescindível manter o bom relacionamento para que as metas planejadas sejam alcançadas com maior êxito. 

Colaboradores propagadores de sua marca

Ao contar com uma equipe que esteja constantemente motivada com as suas funções, os colaboradores naturalmente serão propagadores de sua marca. Seja em redes sociais ou por meio do bom e velho marketing boca a boca. Eles terão prazer em indicar suas soluções para potenciais clientes. Assim como estarão engajados com os conteúdos publicados nas redes sociais, compartilhando e permitindo com que o alcance seja cada vez maior.

Neste conteúdo, você pôde entender de forma mais precisa sobre o que é, como desenvolver e por que fazer questão de praticar a empatia no ambiente de trabalho. Ao fazer dela uma rotina e incentivar que outras pessoas compreendam o quanto é positivo aplicá-la no dia a dia. Toda a equipe colherá os frutos dos benefícios apresentados.

Para que isso seja exercido de maneira eficiente, contar com uma consultoria pode ser o ideal. Assim, é possível traçar estratégias para atingir o objetivo almejado. Se ficou interessado, entre em contato comigo e vamos marcar uma conversa! 

Rachel Jordan é especializada em Imagem, Comportamento e Protocolos Internacionais. Instrutora e palestrante, executa um trabalho estratégico e personalizado para empresas e pessoas que desejem melhorar sua imagem pessoal e profissional com o objetivo de se reposicionar na carreira ou se colocar de forma mais adequada nas diferentes situações do cotidiano.

Comments (1)

  1. Muito bom!!! Saí do mundo corporativo em 2014 e estou no meio artístico (coisas do destino sem explicação..rs). No mundo corporativo era muito mais fácil aplicar e incentivar a empatia entre meus colaboradores. No mundo artístico não consigo fazer isso e não tenho idéia de como fazer as pessoas aplicarem isso. Vivem em mundos isolados, cada um na sua razão de ver as coisas, não aceitam idéias novas e práticas nunca antes aplicadas.
    Como mudar a cabeça dessas pessoas? A sensibilidade deles é mais aflorada do que no mundo corporativo, porém o isolamento é muito maior, não há espírito de equipe.

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